Nada como um assunto pra lá de polêmico para voltar a escrever no blog. O curioso é que vou escrever sobre um programa que geralmente eu não assisto, mas não pude ficar por fora da denúncia do estupro que teria ocorrido dentro do Big Brother na noite da sexta-feira. Ontem eu procurei o vídeo no YouTube e não gostei do que vi: o tal de Daniel se movimentando bastante embaixo do edredon, enroscado com a tal de Monique, que estava tão interessada e participando da brincadeira quanto uma boneca inflável. Na interpretação de muitas pessoas, entre elas eu, a menina estava inconsciente e o cara aproveitou o momento. Em termos jurídicos sim, isto é estupro.
A Globo até tentou não dar muita visibilidade pra história, dizendo que a vítima falou que foi consensual. O problema é que instantes depois ela conta para outra pessoa no programa que não lembra nada do que aconteceu.
Ficaria tudo por isso mesmo se a Secretaria Especial dos Direitos das Mulheres não tivesse comprado a briga: acionou o Ministério Público estadual no Rio de Janeiro e o caso vai ser investigado (e aí vamos saber se teve estupro mesmo ou não). A Polícia Civil foi à casa do BBB ouvir os participantes. Só restou à Globo expulsar o participante suspeito do crime do programa. Desconfio que a ministra possa ter chamado o Boninho no confessionário e lembrado a ele que a legislação estipula regras para que uma empresa mantenha sua concessão de rádio e TV. No meu entendimento, fazer vista grossa para agressão sexual ao vivo deve ser suficiente para justificar a cassação da licença, num item da lei que fala sobre submeter pessoas a constrangimento ou situação vexatória.
A Globo aliás devia rever sua prática de estimular a bebedeira dos participantes para que role sexo e violência e assim a audiência do reality show deslanche. Que moral uma empresa que faz isso tem para depois criticar quem provoca acidentes ou briga por que estava alcoolizado?
E não custa lembrar: acusar vítimas de qualquer crime de estarem bêbadas, serem boca-abertas ou qualquer coisa do gênero não isenta o agressor da culpa. Vamos deixar o machismo pra trás, homem que é homem não precisa esperar a menina apagar pra se dar bem.
Rumo à Fortuna!
Fortuna:(s.f.)riqueza, boa sorte. Deusa romana da boa ou má sorte.
Só as pessoas mais sábias reconhecem o valor das pequenas coisas e a grandeza atrás dos acasos da vida.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Sempre correndo
Como se não bastasse a rotina de mestrado + trabalho, inventei também de fazer um curso de metodologia do ensino. É virtual, então eu encaixo o estudo nos horários entre uma coisa e outra. Mas é claro que isso significou abrir mão de outras atividades, tipo escrever em blogs hehehe.
Agora estou na corrida para terminar o projeto de pré qualificação do mestrado. É como se fosse uma prévia da banca: a gente apresenta o projeto e tem que convencer que a idéia tem fundamento e que vale a pena pesquisar o assunto. é uma vitória eu ter conseguido ter um projeto! como foi difícil arranjar orientador! Tem professor que faz de tudo pra dificultar a vida do aluno, é impressionante.
Não foi a toa que eu fui fazer curso de metodologia. Descobri que não sou eu a louca. Valeu como terapia (e custou a mesma coisa). Quando a gente entra no mestrado acadêmico, a primeira coisa que perguntam é se a gente quer ser professor. Não sei a quem querem enganar, pois durante o curso ninguém te ensina a dar aula. O que eles formam são pesquisadores e as vezes, apenas gente chata e recalcada.
Agora estou na corrida para terminar o projeto de pré qualificação do mestrado. É como se fosse uma prévia da banca: a gente apresenta o projeto e tem que convencer que a idéia tem fundamento e que vale a pena pesquisar o assunto. é uma vitória eu ter conseguido ter um projeto! como foi difícil arranjar orientador! Tem professor que faz de tudo pra dificultar a vida do aluno, é impressionante.
Não foi a toa que eu fui fazer curso de metodologia. Descobri que não sou eu a louca. Valeu como terapia (e custou a mesma coisa). Quando a gente entra no mestrado acadêmico, a primeira coisa que perguntam é se a gente quer ser professor. Não sei a quem querem enganar, pois durante o curso ninguém te ensina a dar aula. O que eles formam são pesquisadores e as vezes, apenas gente chata e recalcada.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Pela hora da morte
Eu gastei umas duas horas passeando no cemitério. É bacana ver os nomes nos mausoléus e compara-los com o das ruas no mapa, porque diversos personagens históricos estão enterrados lá. Enterrado aliás não é bem a palavra certa... Os mausoléus geralmente tem uma espécie de porão onde os caixões são colocados. Parece uma coisa meio vampiresca, eu nunca tinha visto nada igual.
Eu não pude deixar de notar que a maioria dos túmulos foi feita com mais capricho que muito apartamento em Porto Alegre. Fiquei imaginando o movimento sem teto fazendo a festa no local "imóvel antigo, design diferenciado, único dono..." Se eu olhasse essa foto e me oferecessem este imóvel eu nunca ia pensar que era um mausoléu.
Ah, tem um túmulo dum cara chamado Velez Sarsfield, que dá nome a um dos grandes times argentinos. Imaginem a flauta das equipes adversárias com um time que já tem até lápide.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Mais um passeio cultural
Posso não ser das mulheres mais bonitas, mas com certeza sou das mais inteligentes (ou no mínimo esforçada). Meus passeios sempre tem alguma coisa cultural. Desta vez, eu fui na famosa livraria Ateneo em Buenos Aires. Tinha uma estante gigante cheia de livros de Política Internacional, do lado de uma outra só sobre Política da Argentina. Preço dos livros: de 35 a 45 pesos. Como já comentei nos posts anteriores, a cotação é R$1,00 = 2,25. Ou seja, disse pra moça "me dá dos" e levei dois bons livros sobre integração regional.
O problema foi que coloquei os livros na mala e ela foi perdida! Cheguei em Porto Alegre na quinta-feira, mas a Pluna só localizou e entregou a mala no domingo. Eu já estava ficando angustiada, pensando nos livros e também nas roupas que teria que repor, na escova de cabelo... De fato a mala foi aberta. O cadeado com segredo que eu coloquei no bolso maior da mala foi arrancado e a mala chegou na minha casa com um lacre plástico no lugar. Se abriram pra roubar algo, se deram mal: só tinha roupa suja e eu faço questão de roupas de marcas famosas (ainda mais numa viagem em que conforto é o mais importante).
Deixo dicas pra quem viaja: carregar coisas de valor na bagagem de mão e fazer a menor mala possível. Se tiver menos de 7kg e não tiver líquidos acima dos 100ml, aerosóis e objetos perfurocortantes (como pinça, alicate e tesoura), ela pode ir como bagagem de mão. Pouco peso também ajuda a economizar no taxi. Mala pequena te permite ir ao hotel com transporte coletivo. Em Montevidéu, o taxi do aeroporto ao centro custa 950 pesos (algo como 90 reais!), mas tem ônibus e lotação que cobram 29 pesos (ou seja, menos de R$3,00).
Outra sugestão é fazer seguro de viagem, que cobre despesas médicas e te dá um auxílio caso percam tua bagagem. Pode ser útil principalmente quando o extravio acontece na ida, pois eles reembolsam gastos pra pessoa comprar uma muda de roupa pelo menos enquanto a companhia aérea não encontra a mala.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Passeando na capital portenha
Meu plano para conhecer a cidade era combinar caminhadas com o uso do metrô. Usava o transporte público até um bairro e caminhava por ele durante horas. A viagem custa 1,10 pesos, o que equivale a menos de R$ 0,50 !!!!
O próprio metro aliás é uma atração: muitas das estações tem murais, mosaicos ou pinturas nas paredes e azulejos. A linha A, que sai da Casa Rosada, é a mais interessante (foto abaixo). Os vagões antigos foram mantidos. São todos de madeira e decorados com espelhos de cristal.
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Notas de viagem
Não estou com tempo sobrando, mas como prometi tenho que cumprir. Achei melhor começar pela parte não turística da viagem, como os protestos que estaõ rolando na cidade. Este aí embaixo é dos veteranos da guerra das Malvinas. Confesso que não sei bem o que eles estão pedindo, mas provavelmente uma parte deve ser dinheiro. Por um lado, esta mobilização é uma coisa louvável pois os argentinos não aceitam passivamente o que consideram errado.
Tem outro protesto que causa muito incomodo por aqui, que é a paralisação da coleta de lixo. Se sente o mau-cheiro em várias partes da cidade e tem montanhas de sacos em algumas esquinas. Hoje vi um caminhão fazendo o recolhimento, mas pelo que me informaram (e pelo que meu nariz e olhos vêem) é só aquele mínimo necessário que está sendo feito. Ou seja, a pilha de lixo vai continuar igual ou até crescer com o passar dos dias enquanto não se chegar a um acordo.

Tem outro protesto que causa muito incomodo por aqui, que é a paralisação da coleta de lixo. Se sente o mau-cheiro em várias partes da cidade e tem montanhas de sacos em algumas esquinas. Hoje vi um caminhão fazendo o recolhimento, mas pelo que me informaram (e pelo que meu nariz e olhos vêem) é só aquele mínimo necessário que está sendo feito. Ou seja, a pilha de lixo vai continuar igual ou até crescer com o passar dos dias enquanto não se chegar a um acordo.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Buenos dias en Buenos Aires
Olá!
Teclando direto da terra do tango! Estou tomando muito suco de pomelo e caminhando muito, pois a cidade é plana e a gente nem sente que caminhou tanto. O problema é o fim do dia, quando eu me sinto um trapo e nao quero saber de noitada (que é justamente um ponto forte da cidade).
Ontem caminhei muito pelo centro da cidade, que está imundo. Os lixeiros estão em greve porque querem maiores salários e para denunciar que o aterro sanitário da cidade está próximo do esgotamento. Faz três dias que o lixo não é retirado.
Estive também no bairro Palermo, onde está o jardim japonês. É muito bonito. Fico devendo as fotos porque o blogger está em manutenção, tento resolver isto na volta do passeio. Hoje o passeio será na Recoleta.
Os preços aqui estão bem bons. Um real é trocado nas casas de câmbio do centro por 2,27 pesos. Não vale a pena trocar o dinheiro todo no Brasil e nem no aeroporto, o que todos aqui recomendam é ter só o suficiente para pagar o taxi pro hotel e fazer o câmbio em algum lugar que pague melhor.
Um super sorvete, daqueles tipo italiano, custou 14 pesos ontem. O almoço com salada e bebida custou 30 pesos. O metrô é bem baratinho, só 1,10 pesos (imagina, não dá nem 50 centavos pra nós).
Conto mais daqui a umas horas. Até lá!
Teclando direto da terra do tango! Estou tomando muito suco de pomelo e caminhando muito, pois a cidade é plana e a gente nem sente que caminhou tanto. O problema é o fim do dia, quando eu me sinto um trapo e nao quero saber de noitada (que é justamente um ponto forte da cidade).
Ontem caminhei muito pelo centro da cidade, que está imundo. Os lixeiros estão em greve porque querem maiores salários e para denunciar que o aterro sanitário da cidade está próximo do esgotamento. Faz três dias que o lixo não é retirado.
Estive também no bairro Palermo, onde está o jardim japonês. É muito bonito. Fico devendo as fotos porque o blogger está em manutenção, tento resolver isto na volta do passeio. Hoje o passeio será na Recoleta.
Os preços aqui estão bem bons. Um real é trocado nas casas de câmbio do centro por 2,27 pesos. Não vale a pena trocar o dinheiro todo no Brasil e nem no aeroporto, o que todos aqui recomendam é ter só o suficiente para pagar o taxi pro hotel e fazer o câmbio em algum lugar que pague melhor.
Um super sorvete, daqueles tipo italiano, custou 14 pesos ontem. O almoço com salada e bebida custou 30 pesos. O metrô é bem baratinho, só 1,10 pesos (imagina, não dá nem 50 centavos pra nós).
Conto mais daqui a umas horas. Até lá!
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